A beleza da vida vai salvar o mundo?

A beleza da vida vai salvar o mundo?

Evento Life Happening: na berlinda, a questão demográfico-econômica e o medo dos jovens de amar

ROMA, segunda-feira, 6 de agosto de 2012 – Sobre as jornadas de formação para jovens no evento Life Happening, do Seminário Quarenghi, organizado pelo Movimento italiano pela Vida, destaca-se uma das palestras da manhã da última quinta-feira, dia 2, dada pelo profº L. Becchetti, docente de Economia na Universidade Tor Vergata, com o tema-indagação “A beleza da vida vai salvar o mundo? A centralidade da pessoa humana e a questão demográfico-econômica”.

Becchetti procurou mostrar que a crise atual é plural: econômica, financeira, ambiental, mas, também e acima de tudo, é uma crise da felicidade. O professor relacionou a crise com o fenômeno da desigualdade, descrevendo-a como “aquilo que nos impede de ter uma casa sem arame farpado e sem vigilantes” e exemplificando a situação com a cidade queniana de Nairóbi, onde a desigualdade sócio-econômica é chamativa.

A desigualdade é associada a uma gama de fenômenos sociais negativos, que degradam a dignidade humana. Os economistas começaram a tratar da felicidade já faz algum tempo, indo além dos simples indicadores materiais como o PIB. A economia vem lentamente abandonando o paradigma do homo oeconomicus, que é feito de indivíduos que agem apenas por interesse pessoal e em nome da eficiência.

Esta visão do homem não só não consegue captar aspectos significativos do bem-estar que se deseja como resultado da ação econômica, como também corre o risco de ser perigosa quando adotada nas decisões políticas. Becchetti ironizou o fato de nenhum de nós querer confiar os próprios filhos a um homo oeconomicus, salientando que, felizmente, a nossa sociedade ainda é composta de pessoas com valores e bons relacionamentos.

É necessária, portanto, uma ação econômica à altura da nossa sensibilidade. É de ajuda, para este fim, a definição da caridade: “a nossa plenitude consiste em descobrir a nossa identidade relacional e a capacidade de nos doar gratuitamente”.

A manhã formativa continuou com a Escola de Verão de Bioética. A profª Francesca Panuccio Dattola, docente de Direito Comparado, deu a palestra “Maternidade: a lei e a vida em confronto”.

Em seguida, “Compartilhar a beleza da vida para compartilhar a felicidade” foi o título da palestra do Dr. Saverio Sgroi aos jovens do Life Happening. Sgroi é presidente da Associação Cogito et Volo, que oferece diretrizes de reflexão para que os jovens se libertem dos clichês e passem a pensar por si mesmos. Desta vez, o estereótipo analisado foi a crença de que “o amor vem e vai” sem que se possa controlá-lo.

De acordo com Sgroi, os jovens temem que o amor implique uma negação da liberdade, o que não procede quando se entende que só na escolha do amor é que se realiza a verdadeira liberdade. Encontrar o outro é crucial, como também é crucial a relação afetiva.

Muitas vezes, temos medo do amor e, acima de tudo, daquele “para sempre” que o amor envolve. O “para sempre” parece negar a liberdade individual, especialmente por causa da fidelidade, muitas vezes reduzida a algo inviável, negativo e entediante.

“Quando começa um relacionamento, não se pergunta até quando ele vai”. A duração não deve ser uma preocupação: quando se vive uma história de amor, deve-se investir nela tudo de si mesmo. Com a história de amor, fica explícito o desejo humano do “para sempre”. O amor definitivamente não é fácil: é uma escolha diária e, por isso, é diferente da paixão. Apaixonar-se é uma onda, que não pode ser controlada, que nos assalta e nos domina. Diferente é o amor, que envolve a auto-realização na pessoa do outro. Por isto, amor e liberdade são intimamente conectados e, juntos, pavimentam o caminho para a felicidade, enfatizando a beleza da vida.

Fonte: Zenit

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